Parada de ônibus, aquele intervalo, intersecção de dois universos.
Da saída à chegada existe o caminho, mas o caminho é delimitado.
Numa parada, para nós, usuários destas caixas de metal que andam em círculos, passam as diversas possibilidades, poderíamos pegar qualquer um, porque não?
A tentação é forte, qualquer caminho, qualquer final, principalmente ouvindo um samba.
Imaginariamente cada ônibus é uma lembrança do que poderia ter sido, mas já passou...
Opa, chegou o meu e, pensando nos que passaram, quase que fico eu.
Sábado, 16 de Maio de 2009
Quarta-feira, 18 de Março de 2009
receita de bolo
Sempre existiu um espaço. Vazio concreto, a ausência de algo desconhecido, mas ainda sim ausência, dura, fria.
Sempre de passagem, fugida, encostada, de aluguel na própria vida.
Que vida? Vida moldada, encaixada num cantinho, espaçosa apenas na bagunça de não ser, fragmentos de milhares de desistências, decepções.
Qual a ilusão capaz de gerar tamanhã necessidade?
Acorde! acorde!
Ame! mas ame o hoje, não o amanhã, nem o ontem!
Ame a morte, a dor, o medo! Com sofreguidão! Morda, chute, grite, aperte, permita-se sentir o frenesi da agonia, do desepero! Reconheça-se nele, reconheça VOCÊ neste abandono!
E volte, respire, chore, abrace, beije, se perceba também aí, sem se orgulhar ou decepcionar, apenas observe, com carinho, com ternura.
Sorria depois, mesmo que seja difícil, mas sorria escondido. E tem que ser sincero! Feliz ou triste!
E depois me conte, o que houve com seu vazio? Com a sua ausência? Com seus fragmentos?
Compartilhe!
Sempre de passagem, fugida, encostada, de aluguel na própria vida.
Que vida? Vida moldada, encaixada num cantinho, espaçosa apenas na bagunça de não ser, fragmentos de milhares de desistências, decepções.
Qual a ilusão capaz de gerar tamanhã necessidade?
Acorde! acorde!
Ame! mas ame o hoje, não o amanhã, nem o ontem!
Ame a morte, a dor, o medo! Com sofreguidão! Morda, chute, grite, aperte, permita-se sentir o frenesi da agonia, do desepero! Reconheça-se nele, reconheça VOCÊ neste abandono!
E volte, respire, chore, abrace, beije, se perceba também aí, sem se orgulhar ou decepcionar, apenas observe, com carinho, com ternura.
Sorria depois, mesmo que seja difícil, mas sorria escondido. E tem que ser sincero! Feliz ou triste!
E depois me conte, o que houve com seu vazio? Com a sua ausência? Com seus fragmentos?
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
se eu conseguisse colocar aqui tudo aquilo que venho pensando nos últimos dias...
mas não dá, as idéias vêm aos borbotões, os pensamentos se iluminam e se apagam quase antes de serem perecebidos.
tempo, coisinha tão enigmática... que importa vivermos para sempre ou morrermos amanhã se nem ao menos sabemos quem somos.
e que importa sabermos quem somos? alguém sabe? não serei eu um reflexo de tudo aquilo que vi e ouvi, como diz um maravilhoso fernando pessoa?
você está satisfeito com a sua vida? não? bom, eu poderia dizer que é assim mesmo, não existe satisfação plena e tal... puro consolo! e daí? pois eu digo: ainda bem que você não está satisfeito com a sua vida!!
a pergunta deveria ser: você está satisfeito com você mesmo? com suas atitudes? veja bem, eu não perguntei sobre conhecimento, é algo muito mais próximo do sentimento, da emoção.
não dá pra se conhecer por completo? tudo bem...
não dá pra se satisfazer com a vida? ainda bem...
é possível olhar pra si e jogar limpo?? sim!!!!
então o que está esperando??
mas não dá, as idéias vêm aos borbotões, os pensamentos se iluminam e se apagam quase antes de serem perecebidos.
tempo, coisinha tão enigmática... que importa vivermos para sempre ou morrermos amanhã se nem ao menos sabemos quem somos.
e que importa sabermos quem somos? alguém sabe? não serei eu um reflexo de tudo aquilo que vi e ouvi, como diz um maravilhoso fernando pessoa?
você está satisfeito com a sua vida? não? bom, eu poderia dizer que é assim mesmo, não existe satisfação plena e tal... puro consolo! e daí? pois eu digo: ainda bem que você não está satisfeito com a sua vida!!
a pergunta deveria ser: você está satisfeito com você mesmo? com suas atitudes? veja bem, eu não perguntei sobre conhecimento, é algo muito mais próximo do sentimento, da emoção.
não dá pra se conhecer por completo? tudo bem...
não dá pra se satisfazer com a vida? ainda bem...
é possível olhar pra si e jogar limpo?? sim!!!!
então o que está esperando??
Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
relatório
praia nuvens pai mãe henrique músicas filmes livros mar (só pra molhar os pés) comida cachorros celular pescadores pensar, muito pensar descansar rir não saber.
Na prainha entre asfaltos recuperei, não sei o que, não sei como...
Não tive uma revelação, nada me chacoalhou, eu caminhei, observei e senti, o cheiro do mar, o silêncio que se esconde naquele barulho interminável de ondas quebrando, a imponência de infinitas nuvens num céu igualmente infinito, todas as pessoas, em seus mundos particulares e inacessíveis, a vida se sobrepondo à vida, principalmente os quero-queros....
a filosofia do real, em toda a sua crueza, todo o seu tédio, toda a sua concretude.
estava tudo lá, a dor, o medo, a tristeza, o desespero... eu os reconheci, cumprimentei respeitosamente, amei-os de todo o coração, e fui dar uma volta.
Na prainha entre asfaltos recuperei, não sei o que, não sei como...
Não tive uma revelação, nada me chacoalhou, eu caminhei, observei e senti, o cheiro do mar, o silêncio que se esconde naquele barulho interminável de ondas quebrando, a imponência de infinitas nuvens num céu igualmente infinito, todas as pessoas, em seus mundos particulares e inacessíveis, a vida se sobrepondo à vida, principalmente os quero-queros....
a filosofia do real, em toda a sua crueza, todo o seu tédio, toda a sua concretude.
estava tudo lá, a dor, o medo, a tristeza, o desespero... eu os reconheci, cumprimentei respeitosamente, amei-os de todo o coração, e fui dar uma volta.
Sábado, 24 de Janeiro de 2009
férias!!!!!!
frase que mais me disseram essa semana: "ser feliz requer muito esforço."
ai de nós preguiçosos....
mas chega de baboseira!! chega de nhénhénhé!!!
obrigada galera, por tudo, rodrigo, célvio, fernando, ana, ezequiel, bruno, evelyn, pai, mãe, henrique, pessoal do dce, sérgio, william, renan, altair, todo mundo do hospital e todo mundo que me quis bem! amo todos vocês!
todos os próximos posts serão para vocês, com tudo de bom que eu conseguir acumular!!!
fui!!!
ai de nós preguiçosos....
mas chega de baboseira!! chega de nhénhénhé!!!
obrigada galera, por tudo, rodrigo, célvio, fernando, ana, ezequiel, bruno, evelyn, pai, mãe, henrique, pessoal do dce, sérgio, william, renan, altair, todo mundo do hospital e todo mundo que me quis bem! amo todos vocês!
todos os próximos posts serão para vocês, com tudo de bom que eu conseguir acumular!!!
fui!!!
Domingo, 18 de Janeiro de 2009
para cris
"Se és capaz de pensar sem que a isso só te atires;
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
se, encontrando a desgraça e o triunfo,
conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;
se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
em armadilhas as verdades que disseste
e as coisas, por que deste a vida estraçalhadas;
e refazê-las com o bem pouco que te reste;
se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
e perder, e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida;
de forçar coração, nervos, músculos, tudo
e dar seja o que for que neles ainda existe,
e a persistir assim quando, exausto,
contudo resta a vontade em ti, que ainda ordena: persiste!"
um dia me disseram que vivemos o encontro de nossas solidões. mas como vivemos? quem nos limita? quem nos faz arriscar? retroceder? cair? levantar? sentir? escolher?
a realidade está aí, ela é apenas, assim como nós apenas somos.
quem julga? acusa? pune? perdoa? quem escolhe como observar e agir?
apenas nós mesmos.
se tudo é uma auto-avaliação, porque levar tão a sério?
viver bem, viver mal, que importa? apenas passamos, como o rio.
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
se, encontrando a desgraça e o triunfo,
conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;
se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
em armadilhas as verdades que disseste
e as coisas, por que deste a vida estraçalhadas;
e refazê-las com o bem pouco que te reste;
se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
e perder, e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida;
de forçar coração, nervos, músculos, tudo
e dar seja o que for que neles ainda existe,
e a persistir assim quando, exausto,
contudo resta a vontade em ti, que ainda ordena: persiste!"
um dia me disseram que vivemos o encontro de nossas solidões. mas como vivemos? quem nos limita? quem nos faz arriscar? retroceder? cair? levantar? sentir? escolher?
a realidade está aí, ela é apenas, assim como nós apenas somos.
quem julga? acusa? pune? perdoa? quem escolhe como observar e agir?
apenas nós mesmos.
se tudo é uma auto-avaliação, porque levar tão a sério?
viver bem, viver mal, que importa? apenas passamos, como o rio.
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
uma coisa diferente
"Filosofar significa pensarmos a nossa vida e vivermos o nosso pensamento.
Entre os dois subsiste, porém, uma defasagem, que nos constitui e nos dilacera.
E a filosofia, em geral, é apenas a negação disso. Para que pensar tanto, se é para viver tão pouco?
A paranóia, diz Freud, é 'um sistema filosófico deformado'; e um sistema filosófico, acrescentaria eu de bom grado, é uma paranóia que obteve êxito.
Gostariamos de tentar aqui uma coisa diferente - uma coisa diferente dessa paranóia dos sistemas, uma coisa diferente também desse êxito: uma filosofia a descoberto, o mais próxima possível da vida real, de seus fracassos, de sua fragilidade, de sua perpétua e fugidia improvisação..."
Entre os dois subsiste, porém, uma defasagem, que nos constitui e nos dilacera.
E a filosofia, em geral, é apenas a negação disso. Para que pensar tanto, se é para viver tão pouco?
A paranóia, diz Freud, é 'um sistema filosófico deformado'; e um sistema filosófico, acrescentaria eu de bom grado, é uma paranóia que obteve êxito.
Gostariamos de tentar aqui uma coisa diferente - uma coisa diferente dessa paranóia dos sistemas, uma coisa diferente também desse êxito: uma filosofia a descoberto, o mais próxima possível da vida real, de seus fracassos, de sua fragilidade, de sua perpétua e fugidia improvisação..."
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